Fecham-se as cortinas por desenvolvimento pessoal 0

Fecham-se as cortinas

Recentemente ao ler o excelente livro O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde me deparei com um trecho que me deixou absorto em pensamentos. Segue o mesmo na íntegra:

“Às vezes, acontece que as verdadeiras tragédias da vida ocorrem de uma maneira tão pouco artística que nos ferem por sua crua violência, sua incoerência absoluta, sua absurda falta de sentido, sua completa carência de estilo. Afetam-nos do mesmo modo que a vulgaridade. Dão-nos uma impressão de pura força bruta contra a qual nos rebelamos. Às vezes, entretanto, uma tragédia que encerra elementos artísticos de beleza atravessa as nossas vidas. Se esses elementos de beleza são reais, tudo desperta em nós, inteira e simplesmente, o sentido do efeito dramático. Deixamos subitamente de ser atores, para tornar-nos espectadores da peça. Ou melhor, representamos ambas as coisas."

Ao terminar esse trecho parei por alguns minutos e passei a refletir sobre momentos marcantes de minha vida, especialmente os tristes. Pude então ter a perspectiva a respeito daquilo que realmente pode me alegrar ou entristecer e, especialmente, seus porquês.

De fato, queremos uma vida em arte, uma vida repleta de significado e profundidade, e quando o bruto, o ignorante,

Por que ter medo? por desenvolvimento pessoal 0

Por que ter medo?

Uma das maiores defesas que nossa mente tem à disposição é a capacidade de sentir medo, uma reação instintiva especialmente desenvolvida para nos manter vivos dentro de um ambiente hostil e potencialmente letal, que faz com que tenhamos basicamente três atitudes possíveis: a paralisia (busca de mais informações para tomada de decisão), a luta (a eliminação da ameaça) ou a fuga (saída do raio de ação). Sentimos um medo especial do desconhecido, daquilo que não tem conexão com nossas experiências, com nosso mundo sensível, o que ajudou nossos antepassados a pensar duas vezes antes de entrar em uma caverna escura, mas que atrapalha quando estamos diante de novos rumos em nossas vidas, por exemplo. Assim, muitas vezes se prefere manter algo relativamente ruim, mas conhecido, do que buscar alternativas. Esse mecanismo de defesa funcionou muito bem quando precisávamos nos preocupar com questões concretas de sobrevivência, porém com o aumento da complexidade e da subjetividade de nossas existências, passamos a transportar esse recurso para campos que não são necessariamente aplicáveis essas sensações de autoproteção. As estruturas elementares de nosso cérebro estão constantemente em alerta para disparar reações quase que instantâneas àquilo que pode ser considerada uma ameaça e cada vez que sentimos medo, nosso cérebro aprende que deve ter determinada reação frente a outras situações semelhantes, replicando
O peso das vulnerabilidades vitais por coach, desenvolvimento pessoal 0

O peso das vulnerabilidades vitais

Cada um de nós tem uma contribuição única para oferecer ao mundo, mas que muitas vezes não se torna realidade por diversos motivos, levando a pessoa a passar uma vida baseada em rotinas e circunstâncias que não contribuem para a construção de seu legado. Fatores como medo, ansiedade, insegurança, falta de autoconhecimento, baixa autoestima, experiências negativas contribuem para a construção de uma série de crenças limitantes que impedem que uma pessoa seja livre para sonhar e realizar as obras significantes de sua passagem nesse planeta. Muitas dessas amarras mentais e emocionais são frutos de vulnerabilidades vitais dos mais variados tipos (intelectual, emocional, social, sexual, física, financeira etc.) onde aquela pessoa se encontra em alguma situação de risco; se vê presa a lógicas que não fazem agir de acordo com o seu propósito de vida; se vê repetindo padrões comportamentais que reforçam aquilo que se acredita (ou que foi aprendido) gerando um círculo vicioso de imobilismo e, não raro, sem a percepção dos fatores limitantes ao redor, muito menos dos caminhos para removê-los. Acontece que apenas com liberdade é possível brilhar. Liberdade em vários sentidos: de amar, sentir, pensar, agir e existir com autenticidade. Qualquer tipo de prisão ofusca os talentos, os dons, as verdadeiras contribuições ao mundo que tornam plena a vida, preenchem de significado as

O Ambiente das Decisões

por desenvolvimento pessoal, liderança 0 comentários Diariamente, somos bombardeados com um conjunto enorme de informações e de forma consciente e inconsciente o meio em que estamos inseridos influencia nossas decisões. Somos induzidos a nos conectarmosa padrões mentais construídos sobre estereótipos criados pelas nossas experiências e então passamos a sentir, pensar, tomar decisões e agir conforme o significado dessa conexão em nosso sistema. Um aspecto importante é que a ausência de ciência da influência do agente indutor não implica na falta de efeitos sobre uma pessoa, o que torna possível a utilização de elementos ambientais para influenciar alguém ou a nós mesmos para a adoção de determinado comportamento, sentimento ou pensamento. Segundo Maria Konnikova, autora de Perspicácia (2013), “quando faz sol (...) as pessoas se dizem mais felizes e mais satisfeitas com a vida em geral do que em tempos chuvosos – sem que façam a menor ideia da ligação entre uma coisa e outra; acreditam-se piamente mais realizadas como indivíduos quando veem o sol brilhando em um céu azul (...)”. E relata ainda que “quando o tempo está nublado, os investidores ficam mais propensos a tomar decisões avessas ao risco; basta sair o sol, porém, para as escolhas de maior risco aumentarem”. Esse conceito pode ser expandido para outros leia mais

A Intersecção da Publicidade

por educação, gestão 0 comentários Você sabia que quando uma empresa quer vender seus produtos ou serviços, ela precisa conhecer a Teoria dos Conjuntos? Cada atividade econômica tem um público-alvo, ou seja, um grupo (conjunto) de pessoas que potencialmente precisam daquilo que está sendo produzido ou serviço que se deseja prestar. Definir, localizar e alcançar essas pessoas-chave (consumidores em potencial) é um fator tão crítico quanto complexo para qualquer empreendimento e para que seja bem executado, é necessária uma série de habilidades e conhecimentos, além de experiência e sensibilidade. Saber qual o seu público-alvo, onde se encontra, quais suas características comuns e o que deseja são exemplos de especificações fundamentais para que o empresário saiba de que maneira será empregado a sua verba de publicidade. Dentro desse cenário, quanto melhor definido esse público de interesse, maior será o retorno sobre o investimento em publicidade. Se essa informação não estiver muito bem  definida, o capital pode estar sendo sub ou superutilizado, o que em qualquer um dos casos é ruim para os negócios. Caso seja feita uma ação publicitária para um conjunto de pessoas menor do que o público-alvo ideal da empresa, alguns potenciais clientes não estarão sendo alcançados, enquanto que se essa ação for executada para um conjunto maior leia mais

Vestibular é um jogo

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Quando estou conversando com meus alunos, costumo sempre comparar o vestibular com um jogo. Que me perdoem as meninas (elas sempre reclamam quando eu faço isso!), mas devido à minha confessa parcialidade me sinto obrigado a fazer comparações com esse irritante momento ludopédio das quartas e domingos. De qualquer forma, vamos lá!.

Assim como os boleiros, os vestibulandos para ganharem sua partida (que tem a duração de um ano inteiro), têm que conhecer todas as regras do jogo; estudar o seu adversário, conhecendo seus pontos fortes e fracos; aproveitar o corpo descansado para que no primeiro tempo (ops... primeiro semestre) consiga imprimir um ritmo forte (sic); descansar e avaliar suas jogadas e postura em campo durante o intervalo (férias, tão justas quanto imprescindíveis), manter a pegada (sic) na volta para o campo e ao final (independente do resultado) realizar uma nova avaliação do que foi feito. Aqui cabe uma observação: aqueles que não tem a possibilidade de se preparar durante um ano inteiro para o vestibular terão que adotar técnicas especiais de estudo, otimizar seu tempo e se dedicar mais intensamente para estarem em pé de igualdade com os outros candidatos na hora do exame. Antes de seguirmos em frente, vamos verificar leia mais

O ambiente é fundamental!

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Olá!!! Nesse espaço vou escrever artigos com dicas sobre como se preparar para o vestibular (na verdade para qualquer tipo de prova ou concurso) e também com toques para serem usados no dia da avaliação para que não haja “brancos”, confusões ou até mesmo falta de tempo para terminá-la.

Nesse meu primeiro artigo sobre o tema, vou falar com vocês sobre a peça fundamental do estudo: o ambiente! Primeiramente eu pergunto: como é o seu ambiente de estudo? Na escola ou no cursinho você é da turma do fundão ou na primeira carteira? Em casa, você estuda com a televisão ligada? A cada cinco minutos levanta para assaltar a geladeira??? É importante você saber que para que haja fixação daquilo que você está estudando é necessário concentração e disciplina. Você tem que focar no seu objeto de estudo e para que isso ocorra nada que esteja perto pode atrapalhar. Se você não acredita no que eu acabei de escrever, imagine a seguinte situação: você está em um show do Slipknot com aquela galera alucinada ao seu redor, tentando ler (em pé e provavelmente com uma lanterninha) Os Lusíadas de Camões. Quanto você acha que iria conseguir entender do texto? (enquanto você leia mais

Algoritimo comparativo multidimensional ordenado

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Quando da necessidade de estruturarmos um modelo parametrizador de tomada de decisões, se faz necessário determinar os pesos relativos aos elementos componentes dos grupos originadores, de modo a estabelecer os critérios capazes de criar um modelo que agregue, da melhor forma possível, os valores intrínsecos de todos os agrupamentos primordiais, estabelecendo dessa forma, um instrumento catalisador que tem a possibilidade de ser utilizado como parâmetro de proximidade entre os novos elementos constantes e o modelo em si.

Dessa forma, podemos mensurar a distância existente entre esses elementos que estão sendo sujeitos a comparação e nosso modelo, previamente estabelecido. Essa estrutura parametrizadora tem a possibilidade de retroalimentar todo o sistema comparativo à medida que são inseridos novos componentes no mesmo através de grupos de Inteligência Artificial, uma vez que é possível redefinir suas características tão logo tenhamos um novo elemento originador venha a ser inserido no grupo primordial. Assim, por exemplo, se tivermos o grupo de conjuntos A = {A1; A2; ... ; An}, compostos pela matriz de parâmetros {{a11; a12; ... ; a1n}; {a21; a22; a2n}; ... ; {an1; an2; ... ; ann}}, com seus pesos pré-definidos P = {p1; p2; ... ; pn} gerando o modelo M, contendo os parâmetros leia mais

Vygotsky – Mediação simbólica no desenvolvimento humano, uma visão sócio-histórica

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Vygotsky foi professor e pesquisador nas áreas de psicologia, pedagogia, filosofia, literatura, deficiência física e mental, atuando em diversas instituições de ensino e pesquisa.

O autor tem como abordagem para a psicologia, três pontos básicos: as funções biológicas têm um suporte biológico; o funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior e a relação homem / mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos.

Um ponto crucial de seu pensamento é a mediação simbólica, uma vez que esse conceito é o ponto central da teoria vygotskiana sobre o funcionamento psicológico, sendo que este se baseia na interação do homem com o mundo. Vygotsky diz que essa interação não é direta, mas sim mediada, a qual corresponde a um estímulo incorporado ao impulso direto de modo a facilitar a complementação da operação.

Segundo Vygotsky, existem dois tipos de elementos mediadores: os instrumentos e os signos, sendo que o primeiro corresponde a um objeto social e mediador da relação entre o indivíduo e o mundo, diferentemente dos animais que também usam instrumentos, o ser humano tem a capacidade de criar seus instrumentos para determinados fins, os guardam para suo futuro e transmitem a sua função e leia mais

O erro no contexto escolar através da visão construtivista: uma nova possibilidade

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Tendo em mente a visão de Piaget, é possível refletir a respeito do papel do erro nas nossas vidas e principalmente como se dá a negociação com esse fator imponderável dentro das escolas, mais especificamente na prática docente.

O primeiro pensamento deverá ser o da necessidade imperativa de se tomar outra posição com relação ao erro, que não a punitiva, mas sim a de modo a utilizá-lo como ferramenta de apoio para a evolução do educando.

Nesse contexto, podemos dividir essa questão em duas visões: a formal (adulto) e a natural (criança).

No nível da visão formal (a do adulto), o errado contrapõe-se ao certo, ou seja, a verdade dominada pelo adulto. Nesse nível é importante frisar a importância do compromisso que o professor tem em ensinar o que é certo, porém este tem que saber lidar com o erro dos seus alunos, que estão caminhando em direção a esse conhecimento. Outro ponto importante é a questão da avaliação, na qual apenas observa-se o final e não o processo.

O compromisso educacional do professor tem três exigências: o comprometimento com a área; que “tenha em conta as características psicológicas da criança, seu nível de desenvolvimento, suas dificuldades emocionais, sua leia mais

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