Vestibular é um jogo

Vestibular é um jogo

por vestibular 0 comentários

Quando estou conversando com meus alunos, costumo sempre comparar o vestibular com um jogo. Que me perdoem as meninas (elas sempre reclamam quando eu faço isso!), mas devido à minha confessa parcialidade me sinto obrigado a fazer comparações com esse irritante momento ludopédio das quartas e domingos. De qualquer forma, vamos lá!.

Assim como os boleiros, os vestibulandos para ganharem sua partida (que tem a duração de um ano inteiro), têm que conhecer todas as regras do jogo; estudar o seu adversário, conhecendo seus pontos fortes e fracos; aproveitar o corpo descansado para que no primeiro tempo (ops... primeiro semestre) consiga imprimir um ritmo forte (sic); descansar e avaliar suas jogadas e postura em campo durante o intervalo (férias, tão justas quanto imprescindíveis), manter a pegada (sic) na volta para o campo e ao final (independente do resultado) realizar uma nova avaliação do que foi feito. Aqui cabe uma observação: aqueles que não tem a possibilidade de se preparar durante um ano inteiro para o vestibular terão que adotar técnicas especiais de estudo, otimizar seu tempo e se dedicar mais intensamente para estarem em pé de igualdade com os outros candidatos na hora do exame. Antes de seguirmos em frente, vamos verificar leia mais

O ambiente é fundamental!

por vestibular 0 comentários

Olá!!! Nesse espaço vou escrever artigos com dicas sobre como se preparar para o vestibular (na verdade para qualquer tipo de prova ou concurso) e também com toques para serem usados no dia da avaliação para que não haja “brancos”, confusões ou até mesmo falta de tempo para terminá-la.

Nesse meu primeiro artigo sobre o tema, vou falar com vocês sobre a peça fundamental do estudo: o ambiente! Primeiramente eu pergunto: como é o seu ambiente de estudo? Na escola ou no cursinho você é da turma do fundão ou na primeira carteira? Em casa, você estuda com a televisão ligada? A cada cinco minutos levanta para assaltar a geladeira??? É importante você saber que para que haja fixação daquilo que você está estudando é necessário concentração e disciplina. Você tem que focar no seu objeto de estudo e para que isso ocorra nada que esteja perto pode atrapalhar. Se você não acredita no que eu acabei de escrever, imagine a seguinte situação: você está em um show do Slipknot com aquela galera alucinada ao seu redor, tentando ler (em pé e provavelmente com uma lanterninha) Os Lusíadas de Camões. Quanto você acha que iria conseguir entender do texto? (enquanto você leia mais

Vygotsky – Mediação simbólica no desenvolvimento humano, uma visão sócio-histórica

por educação 1 comentário

Vygotsky foi professor e pesquisador nas áreas de psicologia, pedagogia, filosofia, literatura, deficiência física e mental, atuando em diversas instituições de ensino e pesquisa.

O autor tem como abordagem para a psicologia, três pontos básicos: as funções biológicas têm um suporte biológico; o funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior e a relação homem / mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos.

Um ponto crucial de seu pensamento é a mediação simbólica, uma vez que esse conceito é o ponto central da teoria vygotskiana sobre o funcionamento psicológico, sendo que este se baseia na interação do homem com o mundo. Vygotsky diz que essa interação não é direta, mas sim mediada, a qual corresponde a um estímulo incorporado ao impulso direto de modo a facilitar a complementação da operação.

Segundo Vygotsky, existem dois tipos de elementos mediadores: os instrumentos e os signos, sendo que o primeiro corresponde a um objeto social e mediador da relação entre o indivíduo e o mundo, diferentemente dos animais que também usam instrumentos, o ser humano tem a capacidade de criar seus instrumentos para determinados fins, os guardam para suo futuro e transmitem a sua função e leia mais

O erro no contexto escolar através da visão construtivista: uma nova possibilidade

por educação 0 comentários

Tendo em mente a visão de Piaget, é possível refletir a respeito do papel do erro nas nossas vidas e principalmente como se dá a negociação com esse fator imponderável dentro das escolas, mais especificamente na prática docente.

O primeiro pensamento deverá ser o da necessidade imperativa de se tomar outra posição com relação ao erro, que não a punitiva, mas sim a de modo a utilizá-lo como ferramenta de apoio para a evolução do educando.

Nesse contexto, podemos dividir essa questão em duas visões: a formal (adulto) e a natural (criança).

No nível da visão formal (a do adulto), o errado contrapõe-se ao certo, ou seja, a verdade dominada pelo adulto. Nesse nível é importante frisar a importância do compromisso que o professor tem em ensinar o que é certo, porém este tem que saber lidar com o erro dos seus alunos, que estão caminhando em direção a esse conhecimento. Outro ponto importante é a questão da avaliação, na qual apenas observa-se o final e não o processo.

O compromisso educacional do professor tem três exigências: o comprometimento com a área; que “tenha em conta as características psicológicas da criança, seu nível de desenvolvimento, suas dificuldades emocionais, sua leia mais

Vamos jogar

por educação 0 comentários

Até que ponto o professor dá valor aos jogos na sua prática? O presente artigo tem como objetivo suscitar uma reflexão sobre a importância do lúdico no contexto escolar, observando os efeitos desse elemento constituinte da natureza das relações sociais da criança (e fundamental para o seu desenvolvimento intelectual). A proposta desse artigo é evidenciar qual a utilização dessa ferramenta no sentido de apoio pedagógico, além de verificar o papel do jogo no crescimento e amadurecimento intelectual e social do educando.

Piaget destaca que a importância do jogo no desenvolvimento da criança e que, segundo suas palavras: “(...) a criança que joga desenvolve suas percepções, sua inteligência, suas tendências à experimentação, seus instintos sociais etc.” e diz ainda que “O jogo é (...) sob as suas duas formas essenciais de exercício sensoriomotor e de simbolismo, uma assimilação do real à atividade própria (...)”, o que nos remete também à mediação simbólica defendida por Vygotsky, uma vez que o jogo possibilita construir na mente da criança símbolos que a permita trabalhar com as diversas facetas do mundo que é apresentado a ela, além de permitir a interação entre os membros desse grupo (alunos), fato fundamental para o crescimento da pessoa, pois leia mais

A prova de física

por educação 0 comentários

Vejamos a interessante história do Prof. Waldemar Setzer, professor aposentado da USP:

“Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro."

A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício." Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse leia mais
Top