Vygotsky – Mediação simbólica no desenvolvimento humano, uma visão sócio-histórica

Vygotsky – Mediação simbólica no desenvolvimento humano, uma visão sócio-histórica

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Vygotsky foi professor e pesquisador nas áreas de psicologia, pedagogia, filosofia, literatura, deficiência física e mental, atuando em diversas instituições de ensino e pesquisa.

O autor tem como abordagem para a psicologia, três pontos básicos: as funções biológicas têm um suporte biológico; o funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior e a relação homem / mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos.

Um ponto crucial de seu pensamento é a mediação simbólica, uma vez que esse conceito é o ponto central da teoria vygotskiana sobre o funcionamento psicológico, sendo que este se baseia na interação do homem com o mundo. Vygotsky diz que essa interação não é direta, mas sim mediada, a qual corresponde a um estímulo incorporado ao impulso direto de modo a facilitar a complementação da operação.

Segundo Vygotsky, existem dois tipos de elementos mediadores: os instrumentos e os signos, sendo que o primeiro corresponde a um objeto social e mediador da relação entre o indivíduo e o mundo, diferentemente dos animais que também usam instrumentos, o ser humano tem a capacidade de criar seus instrumentos para determinados fins, os guardam para suo futuro e transmitem a sua função e leia mais

A prova de física

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Vejamos a interessante história do Prof. Waldemar Setzer, professor aposentado da USP:

“Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro."

A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício." Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse leia mais

Psicologia Humanista: uma tentativa de sistematização da denominada terceira força em psicologia

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O termo Humanismo representou no início da Idade Moderna o rompimento com os valores medievais, sendo que a partir do Renascimento (em especial o Humanismo), o foco de visão estava centrado no homem (antropocentrismo) e todas as preocupações estavam voltadas para o ser humano.

Com vista nisso, define-se Psicologia Humanista aquela que resgata essa preocupação a respeito do ser humano, que centra sua atenção nele, que está envolto em um mundo de constantes modificações e perturbações, onde cada vez mais se valoriza o que se tem ou aparenta e não mais o que se é.

A sociedade impinge ao homem um sentimento de liberdade e de possibilidade de ascensão social, o que o leva à “famosa expressão: “sonho americano”: sobre vencer e ser alguém na vida” e a este sentimento que a Psicologia Humanista trás subsídios para demonstrar a dependência dessa transformação baseia-se apenas na vontade individual, a subjetividade, as emoções próprias e particulares e não de um sistema ou grupo de pessoas.

Uma maneira de analisar o objeto de estudo dessa vertente da psicologia nos é trazida por Bergson que separa inteligência de instinto (embora deixando clara a sua complementaridade), sendo que instinto caracterizaria pela faculdade de utilizar leia mais

Uma nova visão da pedagogia e da compreensão psicológica sob a luz de Piaget

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Educar é adaptar o indivíduo ao meio social ambiente, sendo que existem duas visões conflitantes a respeito de como isso deve ser feito. Se por um lado a escola tradicional impõe ao seu aluno sua tarefa, a moderna apela para atividade real, para o trabalho espontâneo e no interesse pessoal. Enquanto a pedagogia tradicional atribuía à criança uma estrutura mental idêntica à do adulto, mas um funcionamento diferente enquanto que os novos métodos de educação se esforçam para apresentar às crianças de diferentes idades as matérias de ensino sob formas assimiláveis á sua estrutura e aos diferentes estágios de seu desenvolvimento.

Uma questão de Piaget é definir o que é infância, sendo que ele sintetiza como sendo uma etapa biologicamente útil, cujo significado é o de uma adaptação progressiva ao meio físico e social. Essa adaptação é um equilíbrio entro dois mecanismos indissociáveis: a assimilação e a acomodação, então no caso do organismo ele é adaptado quando pode ao mesmo tempo conservar sua estrutura assimilando a ela os alimentos tirados do exterior e acomodar essa estrutura às diversas particularidades desse meio. Piaget nos trás que a característica da infância é encontrar esse equilíbrio através de uma série de exercícios ou de leia mais

As perspectivas da inteligência

por educação 0 comentários O conceito inteligência é caracterizado através de três perspectivas, o inatismo, o empirismo e o construtivismo. O primeiro defende que a inteligência é um dom, uma capacidade, que possuímos desde o nosso nascimento e independe da nossa trajetória pessoal, ou seja, não interessa os esforços ou os ensinamentos que a pessoa experimente, pois sempre terá o mesmo nível de inteligência. Assim sendo, a nossa inteligência independe de nós e dessa forma, o sujeito é considerado passivo, subordinado à sua herança genética. No segundo (o empirismo), o desenvolvimento da inteligência baseia-se no somatório das aprendizagens que o indivíduo tem a possibilidade de experimentar. Nessa visão valoriza-se todas as ações que visem o desenvolvimento da inteligência, baseando-se naquilo que a pessoa conhece e com base nessas informações que há a possibilidade de aprimoramento das relações mentais que esta faz com as informações do mundo que a cerca. Finalmente o terceiro, o construtivismo, tem a visão de que a inteligência é o que possibilita de modo estrutural e funcional nossas relações com os elementos do mundo que nos cerca, ou seja, ela expressa o que podemos compreender e realizar segundo o nosso estágio de desenvolvimento. Nessa visão a inteligência é considerada na perspectiva de autonomia leia mais

Criadores e Criatura

por educação 0 comentários Um Estado não é composto por instituições e normas, mas por pessoas que criam mecanismo e representações para gerirem suas vidas em comunidade. Assim sendo, a qualidade moral e intelectual dos criadores e gestores últimos de uma nação recebem contornos de significância extrema, uma vez que embasam as tomadas de decisões e as criações de um povo herdam de seus genitores suas qualidades e defeitos. Sendo a nação a imagem e semelhança de sua população, não resta caminho alternativo para o fortalecimento de si mesma do que investir tempo, inteligência e recursos para o crescimento mental de seus elementos constituintes. A valorização da mente, tanto da parte do educador, quanto do educando, traz resultados revolucionários no médio e longo prazo, agregando valor a todos os setores sociais, pois qualifica suas concepções e práticas. Criando um ambiente social que incentiva o saber é gerado um sistema voltado para a constante melhoria crítica e de possibilidades de sucesso no que tange à competitividade internacional. Assim, os parâmetros de valores traduzidos em empenhos atuais delinearão o vulto do que cerca uma nação e da força e qualidade dos vínculos e interações existentes entre seus integrantes. Toda sorte de consequências está lastreada nas escolhas feitas e leia mais

Interdisciplinaridades: algumas relações da Astronomia com o ensino básico

por astronomia, educação 0 comentários O relacionamento de conteúdos traz uma possibilidade de estabelecimento sinérgico de conhecimento, estruturando pontes lógico-dedutivas entre vertentes distintas do saber, o que gera um incremento na horizontalidade dos temas e abre caminho para as suas verticalidades. Dessa forma, no recorte da Astronomia em sua relação com o ensino básico, podemos relacionar algumas interdisciplinaridades que, naturalmente, não esgotam as possibilidades, servindo como fonte de instigação e sendo um convite para uma reflexão aprofundada acerca do estabelecimento de outras interações conceituais. Na listagem abaixo, encontramos relacionamentos na forma um-a-um, ou seja, com restrição na quantidade de matérias relacionadas, sendo apresentadas apenas as interações entre a Astronomia e algumas disciplinas. 1. Educação Artística • Criação de um mini-planetário utilizando as informações da Carta Celeste e a criatividade dos alunos e professores. • Exposição de telas inspiradas nas imagens celestes. • Trabalho de artes plásticas a partir do uso das imagens e informações astronômicas, como instalações, colagens, dobraduras e esculturas. • Criação de uma peça de teatro envolvendo a mística astronômica bem como suas lendas. • Desenhos das figuras mitológicas. • Produção de quadrinhos com histórias mitológicas e de ficção científica. • Criação de músicas e poemas com base nas histórias mitológicas. • Feira de objetos de ficção científica, como roupas intergalácticas, naves, extraterrestres, leia mais
Burrice tem cura? por educação 0

Burrice tem cura?

Vejamos dois artigos perturbadores: Artigo 1 - “Burrice é genética e deveria ser curada, diz pioneiro do DNA – Jornal do Brasil, 28/02/2003. LONDRES - A burrice é uma doença genética que deveria ser curada, segundo James Watson, um dos dois cientistas que descobriram a estrutura do DNA há 50 anos, uma conquista que lhe valeu o prêmio Nobel de Medicina em 1962. A declaração foi dada pelo cientista num documentário da TV britânica Channel 4 que será transmitido amanhã para comemorar o 50º aniversário da chamada ''descoberta do século''. Watson defende que as pessoas burras ou com coeficiente intelectual baixo que não têm um transtorno mental diagnosticado sofrem de uma desordem que é transmitida de forma hereditária pelos genes, como acontece com doenças como a fibrose cística ou a hemofilia. ''Se alguém é realmente burro, chamaria isso de doença'', diz o renomado professor, grande impulsor do Projeto Genoma Humano, a iniciativa internacional para decifrar o chamado 'mapa da vida'. Watson considera um erro associar a lentidão na aprendizagem a uma situação de pobreza ou a problemas familiares, ''como diria muita gente'', já que é mais provável que exista uma causa genética que pode e deve ser corrigida. Na opinião de Watson, que aos 75 anos é
A Astronomia nas escolas: uma possibilidade de motivação e interdisciplinaridade por astronomia, educação 0

A Astronomia nas escolas: uma possibilidade de motivação e interdisciplinaridade

A Astronomia desde os mais remotos tempos atrai a atenção do ser humano devido aos seus mistérios, encantos e misticismos. Esse fascínio é encontrado em todas as faixas etárias, porém especialmente nas crianças, que estão descobrindo o mundo que as cerca e se encantam com o desconhecido. Por outro lado, o estudo dos astros trouxe ao homem a oportunidade do autoconhecimento, auto-aprimoramento, desenvolvimento de tecnologias e, principalmente, da compreensão da complexidade inerente de um imenso sistema de relações físicas, químicas, e biológicas capaz de abrigar uma infinidade de estruturas funcionais, em sua grande maioria, desconhecidas até então. Com vistas na sua compreensão, desenvolveu-se diversas ferramentas concretas e abstratas para alavancar os limitados sentidos humanos: instrumentos de captação, medição e análise como telescópios óticos, radiotelescópios, espectrógrafos e sondas, no campo concreto e elementos mentais como matemática avançada, física moderna, estruturas computacionais, filosofia e teologia no campo no campo abstrato. Dentro desse contexto complexo e multifacetado temos uma série de áreas de aderência com os conteúdos disciplinares educacionais fundamentais e dessa forma, pontes lógicas podem ser efetuadas, dentro de certos recortes e nivelações, para demonstrar a aplicabilidade de uma vasta gama de elementos curriculares básicos. Sob essa ótica, o educador tem uma ferramenta a mais
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