O erro no contexto escolar através da visão construtivista: uma nova possibilidade

O erro no contexto escolar através da visão construtivista: uma nova possibilidade

por educação 0 comentários

Tendo em mente a visão de Piaget, é possível refletir a respeito do papel do erro nas nossas vidas e principalmente como se dá a negociação com esse fator imponderável dentro das escolas, mais especificamente na prática docente.

O primeiro pensamento deverá ser o da necessidade imperativa de se tomar outra posição com relação ao erro, que não a punitiva, mas sim a de modo a utilizá-lo como ferramenta de apoio para a evolução do educando.

Nesse contexto, podemos dividir essa questão em duas visões: a formal (adulto) e a natural (criança).

No nível da visão formal (a do adulto), o errado contrapõe-se ao certo, ou seja, a verdade dominada pelo adulto. Nesse nível é importante frisar a importância do compromisso que o professor tem em ensinar o que é certo, porém este tem que saber lidar com o erro dos seus alunos, que estão caminhando em direção a esse conhecimento. Outro ponto importante é a questão da avaliação, na qual apenas observa-se o final e não o processo.

O compromisso educacional do professor tem três exigências: o comprometimento com a área; que “tenha em conta as características psicológicas da criança, seu nível de desenvolvimento, suas dificuldades emocionais, sua leia mais

A prova de física

por educação 0 comentários

Vejamos a interessante história do Prof. Waldemar Setzer, professor aposentado da USP:

“Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro."

A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício." Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse leia mais
Top