Por que ter medo?

fearUma das maiores defesas que nossa mente tem à disposição é a capacidade de sentir medo, uma reação instintiva especialmente desenvolvida para nos manter vivos dentro de um ambiente hostil e potencialmente letal, que faz com que tenhamos basicamente três atitudes possíveis: a paralisia (busca de mais informações para tomada de decisão), a luta (a eliminação da ameaça) ou a fuga (saída do raio de ação).

Sentimos um medo especial do desconhecido, daquilo que não tem conexão com nossas experiências, com nosso mundo sensível, o que ajudou nossos antepassados a pensar duas vezes antes de entrar em uma caverna escura, mas que atrapalha quando estamos diante de novos rumos em nossas vidas, por exemplo. Assim, muitas vezes se prefere manter algo relativamente ruim, mas conhecido, do que buscar alternativas.

Esse mecanismo de defesa funcionou muito bem quando precisávamos nos preocupar com questões concretas de sobrevivência, porém com o aumento da complexidade e da subjetividade de nossas existências, passamos a transportar esse recurso para campos que não são necessariamente aplicáveis essas sensações de autoproteção.

As estruturas elementares de nosso cérebro estão constantemente em alerta para disparar reações quase que instantâneas àquilo que pode ser considerada uma ameaça e cada vez que sentimos medo, nosso cérebro aprende que deve ter determinada reação frente a outras situações semelhantes, replicando e reforçando sucessivamente os padrões comportamentais aprendidos.

Porém, ao invés de nos entregarmos às reações instintivas frente às potenciais novidades em nossas vidas, tomemos um tempo para racionalizarmos o que estamos sentindo, coloquemos na balança os seus prós e contras e nos permitamos voar, não porque não sentimos medo, mas apesar dele, temos a potência vital para nos lançarmos em algo completamente novo.

Ao deslocarmos verdadeiramente nossa consciência para os nossos fantasmas, para as suas origens, para aquilo que trazem para nossas vidas e, principalmente, para o que impedem que exista nelas, magicamente perdem sua capacidade de influência sobre nosso sistema. A capacidade de ousar enfrenta-los, ousar fazer e ser diferente confere um poder imenso sobre si e sobre seu destino.

Claro que o insucesso sempre será uma possibilidade, mas quem se importa? Estando realmente comprometido com o sucesso, cada revés se torna um aprendizado e novo fôlego para tentar novamente. Quais são seus três maiores temores? Qual o maior deles? Como você se sentiria se não sentisse mais esse medo? O que mudaria em sua vida?

A vista mais longe só é conquistada do alto. Você tem asas, não tenha medo de voar. 😉

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

*

Top