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A Intersecção da Publicidade

por educação, gestão 0 comentários Você sabia que quando uma empresa quer vender seus produtos ou serviços, ela precisa conhecer a Teoria dos Conjuntos? Cada atividade econômica tem um público-alvo, ou seja, um grupo (conjunto) de pessoas que potencialmente precisam daquilo que está sendo produzido ou serviço que se deseja prestar. Definir, localizar e alcançar essas pessoas-chave (consumidores em potencial) é um fator tão crítico quanto complexo para qualquer empreendimento e para que seja bem executado, é necessária uma série de habilidades e conhecimentos, além de experiência e sensibilidade. Saber qual o seu público-alvo, onde se encontra, quais suas características comuns e o que deseja são exemplos de especificações fundamentais para que o empresário saiba de que maneira será empregado a sua verba de publicidade. Dentro desse cenário, quanto melhor definido esse público de interesse, maior será o retorno sobre o investimento em publicidade. Se essa informação não estiver muito bem  definida, o capital pode estar sendo sub ou superutilizado, o que em qualquer um dos casos é ruim para os negócios. Caso seja feita uma ação publicitária para um conjunto de pessoas menor do que o público-alvo ideal da empresa, alguns potenciais clientes não estarão sendo alcançados, enquanto que se essa ação for executada para um conjunto maior leia mais

Vygotsky – Mediação simbólica no desenvolvimento humano, uma visão sócio-histórica

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Vygotsky foi professor e pesquisador nas áreas de psicologia, pedagogia, filosofia, literatura, deficiência física e mental, atuando em diversas instituições de ensino e pesquisa.

O autor tem como abordagem para a psicologia, três pontos básicos: as funções biológicas têm um suporte biológico; o funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior e a relação homem / mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos.

Um ponto crucial de seu pensamento é a mediação simbólica, uma vez que esse conceito é o ponto central da teoria vygotskiana sobre o funcionamento psicológico, sendo que este se baseia na interação do homem com o mundo. Vygotsky diz que essa interação não é direta, mas sim mediada, a qual corresponde a um estímulo incorporado ao impulso direto de modo a facilitar a complementação da operação.

Segundo Vygotsky, existem dois tipos de elementos mediadores: os instrumentos e os signos, sendo que o primeiro corresponde a um objeto social e mediador da relação entre o indivíduo e o mundo, diferentemente dos animais que também usam instrumentos, o ser humano tem a capacidade de criar seus instrumentos para determinados fins, os guardam para suo futuro e transmitem a sua função e leia mais

O erro no contexto escolar através da visão construtivista: uma nova possibilidade

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Tendo em mente a visão de Piaget, é possível refletir a respeito do papel do erro nas nossas vidas e principalmente como se dá a negociação com esse fator imponderável dentro das escolas, mais especificamente na prática docente.

O primeiro pensamento deverá ser o da necessidade imperativa de se tomar outra posição com relação ao erro, que não a punitiva, mas sim a de modo a utilizá-lo como ferramenta de apoio para a evolução do educando.

Nesse contexto, podemos dividir essa questão em duas visões: a formal (adulto) e a natural (criança).

No nível da visão formal (a do adulto), o errado contrapõe-se ao certo, ou seja, a verdade dominada pelo adulto. Nesse nível é importante frisar a importância do compromisso que o professor tem em ensinar o que é certo, porém este tem que saber lidar com o erro dos seus alunos, que estão caminhando em direção a esse conhecimento. Outro ponto importante é a questão da avaliação, na qual apenas observa-se o final e não o processo.

O compromisso educacional do professor tem três exigências: o comprometimento com a área; que “tenha em conta as características psicológicas da criança, seu nível de desenvolvimento, suas dificuldades emocionais, sua leia mais

Vamos jogar

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Até que ponto o professor dá valor aos jogos na sua prática? O presente artigo tem como objetivo suscitar uma reflexão sobre a importância do lúdico no contexto escolar, observando os efeitos desse elemento constituinte da natureza das relações sociais da criança (e fundamental para o seu desenvolvimento intelectual). A proposta desse artigo é evidenciar qual a utilização dessa ferramenta no sentido de apoio pedagógico, além de verificar o papel do jogo no crescimento e amadurecimento intelectual e social do educando.

Piaget destaca que a importância do jogo no desenvolvimento da criança e que, segundo suas palavras: “(...) a criança que joga desenvolve suas percepções, sua inteligência, suas tendências à experimentação, seus instintos sociais etc.” e diz ainda que “O jogo é (...) sob as suas duas formas essenciais de exercício sensoriomotor e de simbolismo, uma assimilação do real à atividade própria (...)”, o que nos remete também à mediação simbólica defendida por Vygotsky, uma vez que o jogo possibilita construir na mente da criança símbolos que a permita trabalhar com as diversas facetas do mundo que é apresentado a ela, além de permitir a interação entre os membros desse grupo (alunos), fato fundamental para o crescimento da pessoa, pois leia mais

A prova de física

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Vejamos a interessante história do Prof. Waldemar Setzer, professor aposentado da USP:

“Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro."

A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício." Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse leia mais

Psicologia Humanista: uma tentativa de sistematização da denominada terceira força em psicologia

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O termo Humanismo representou no início da Idade Moderna o rompimento com os valores medievais, sendo que a partir do Renascimento (em especial o Humanismo), o foco de visão estava centrado no homem (antropocentrismo) e todas as preocupações estavam voltadas para o ser humano.

Com vista nisso, define-se Psicologia Humanista aquela que resgata essa preocupação a respeito do ser humano, que centra sua atenção nele, que está envolto em um mundo de constantes modificações e perturbações, onde cada vez mais se valoriza o que se tem ou aparenta e não mais o que se é.

A sociedade impinge ao homem um sentimento de liberdade e de possibilidade de ascensão social, o que o leva à “famosa expressão: “sonho americano”: sobre vencer e ser alguém na vida” e a este sentimento que a Psicologia Humanista trás subsídios para demonstrar a dependência dessa transformação baseia-se apenas na vontade individual, a subjetividade, as emoções próprias e particulares e não de um sistema ou grupo de pessoas.

Uma maneira de analisar o objeto de estudo dessa vertente da psicologia nos é trazida por Bergson que separa inteligência de instinto (embora deixando clara a sua complementaridade), sendo que instinto caracterizaria pela faculdade de utilizar leia mais

Uma nova visão da pedagogia e da compreensão psicológica sob a luz de Piaget

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Educar é adaptar o indivíduo ao meio social ambiente, sendo que existem duas visões conflitantes a respeito de como isso deve ser feito. Se por um lado a escola tradicional impõe ao seu aluno sua tarefa, a moderna apela para atividade real, para o trabalho espontâneo e no interesse pessoal. Enquanto a pedagogia tradicional atribuía à criança uma estrutura mental idêntica à do adulto, mas um funcionamento diferente enquanto que os novos métodos de educação se esforçam para apresentar às crianças de diferentes idades as matérias de ensino sob formas assimiláveis á sua estrutura e aos diferentes estágios de seu desenvolvimento.

Uma questão de Piaget é definir o que é infância, sendo que ele sintetiza como sendo uma etapa biologicamente útil, cujo significado é o de uma adaptação progressiva ao meio físico e social. Essa adaptação é um equilíbrio entro dois mecanismos indissociáveis: a assimilação e a acomodação, então no caso do organismo ele é adaptado quando pode ao mesmo tempo conservar sua estrutura assimilando a ela os alimentos tirados do exterior e acomodar essa estrutura às diversas particularidades desse meio. Piaget nos trás que a característica da infância é encontrar esse equilíbrio através de uma série de exercícios ou de leia mais

O aprendizado e os fenômenos psicológicos

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Pavlov demonstra que comportamentos fundamentalmente fisiológicos podiam ser controlados por aspectos ambientais dispares, nos animais superiores e no homem, sendo que no esquema dele, as respostas incondicionadas (RI) são comportamentos inatos e são elicitados por estímulos também incondicionados (EI), sendo que este junto com um neutro, não condicionado (ENC) poderia elicitar o reflexo apenas com a apresentação do estímulo neutro e o comportamento passava a chamar-se resposta condicionada (RC). E com essa teoria, temos uma série de possibilidades nos seres vivos, pois se abrem possibilidades nos estudos de vários fenômenos, como a psicofisiologia das emoções, a ansiedade e outros.

A Análise Experimental do Comportamento (AEC) é um conjunto específico de conceitos e procedimentos psicológicos para estudar a conduta dos seres vivos, em especial a do homem em relação funcional com seu ambiente, sendo que a seguir apontamos os conceitos mais relevantes para a compreensão dos elementos da psicologia voltada para a educação. Definição de conduta: conduta é definida como atividade do organismo vivo em relação funcional com seu ambiente. Os estudos mostram que o comportamento especialmente humano tem múltiplas causas, ou seja, não é somente um estímulo que desencadeia ou é responsável pela aparição de uma determinada resposta.

Noção de reforço: leia mais

O Bruto e o Líquido

por educação 0 comentários Em um exercício resolvido em sala de aula apareceram os conceitos de Salário Bruto e Líquido e diante da curiosidade dos alunos frente ao tema, decidi escrever esse texto para apresentar as ideias que estão contidas nesses termos e, principalmente, trazer uma visão de mundo mais ampla e possibilitar uma instrumentação no tema, transversal à Matemática, que serve de pano de fundo para exercícios de porcentagem e que influenciará decisivamente a vida adulta dos alunos, balizando decisões financeiras e políticas. Assim, é fundamental que a ideia de Bruto e Líquido esteja cristalina ainda no período escolar para que sirva de alicerce auxiliando o estudante em sua jornada pelos caminhos da descoberta dos mecanismos de funcionamento do mundo para o qual ele está sendo preparado para desenvolver os seus talentos, trabalhar e realizar seus sonhos. Naturalmente, o presente texto não tem a pretensão de esgotar o tema, nem se enveredar por minúcias contábeis, tema de fato vasto e complexo, mas tão somente trazer alguns elementos relacionados ao capital, com vistas na ampliação dos horizontes financeiros dos alunos e no aguçar de suas curiosidades, além de oferecer alguns dados e caminhos para o aprofundamento em uma questão crucial do tema: a carga tributária brasileira. Basicamente, leia mais

Múltiplas inteligências: as diversas visões sobre inteligência através dos exemplos de Gandhi, Einstein e outros

por desenvolvimento pessoal, educação 0 comentários A conceituação de inteligência depende muito do observador, lastreando suas visões de acordo com seus talentos, experiências, convivências e naturezas espirituais. Certamente que não existe apenas um tipo de Inteligência, mas sim um conjunto delas, mais ou menos desenvolvidas em cada indivíduo, que traduz a sua interação com o meio no qual este está inserido e que reflete suas possibilidades de extravasar suas ambições, desejos e naturezas, lastreados em sua missão de vida, em seu propósito de existência nessa experiência terrena. Em conjunto com essa realidade, temos também a interface das pessoas consigo mesmas e com o mundo, o que faz com que de acordo com cada pessoa, a percepção de ser “inteligente” sofre severas alterações, tornando difícil a definição exata desse conceito multifacetado. Atualmente, acredita-se que o ser humano é dotado de um conjunto de inteligências paralelas, as quais podem ser observadas pelas suas externalizações e valorizações em expoentes da Humanidade, tendo em suas obras e biografias que ser inteligente seria ter, entre outras, as habilidades e competências que este apresentava ao mundo. Esse conceito de inteligências múltiplas foi desenvolvido na década de 1980 por um conjunto de pesquisadores da Universidade de Harvard, capitaneado pelo psicólogo Howard Gardner, com vistas na leia mais
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