Buzz Aldrin

Edwin Eugene “Buzz” Aldrin Jr. (Nova Jérsei, 20 de janeiro de 1930) é um astronauta, ex-coronel e piloto da Força Aérea norte-americana e o segundo homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, como tripulante e piloto do Módulo Lunar Eagle, da missão Apollo 11, a primeira a pousar no satélite.

Seu apelido de garoto e pelo qual é conhecido – Buzz – foi dado por sua irmã pequena que o chamava de ‘Buzzer’ – tentando pronunciar a palavra “Brother” (irmão) – depois encurtado para Buzz.

Edwin Aldrin entrou para a NASA em outubro de 1963, e voou ao espaço pela primeira na missão Gemini XII, a última do projeto Gemini, de naves com dois astronautas, quebrando o recorde de permanência fora da nave em atividades extra-veiculares, provando que astronautas poderiam trabalhar no espaço, algo comum hoje em dia para os tripulantes do Ônibus Espacial.

Com uma personalidade muito mais pública do que seu companheiro de missão Neil Armstrong, esse homem extremamente reservado, que fugiu dos holofotes da fama mundial após o histórico vôo para ser professor de engenharia em seu estado natal, Aldrin deixou a NASA após o passeio lunar, voltou à Força Aérea num cargo gerencial e passou a fazer palestras em todo o mundo promovendo a exploração espacial. Extrovertido, bem humorado, culto – mas de pavio curto – fez dublagens de si próprio em séries da TV americana como Os Simpsons e da TV inglesa , interpretou um reverendo num filme para a TV sobre a Apollo 11 e confessou em sua autobiografia ter tido vários problemas de depressão e alcoolismo em seus anos pós-Apollo 11, o que contribuiu para sua aposentadoria da USAF.

Curiosidades:

• Buzz tem uma estrela com seu nome na Calçada da Fama de Hollywood. Além dessa estrela, e mais importante, ele dá nome a uma cratera na Lua, perto do ponto de pouso da Apollo 11;

• O nome de solteira de sua mãe era Moon (Lua em inglês);

• A famosa foto de Edwin Aldrin na Lua, tirada por Neil Armstrong, e entregue a domínio público pela NASA como parte de sua política, é reclamada por ele como propriedade pessoal e toda vez que a fotografia é usada comercialmente nos Estados Unidos, Aldrin entra na justiça exigindo para si direitos de imagem e já levou aos tribunais artistas que fizeram esculturas baseadas na fotografia, sem lhe pagar nenhum royaltie por isso;

• Após o pouso lunar, “Buzz”, católico fervoroso, retirou de um estojo que carregava uma hóstia e comungou, em um ritual silencioso de devoção e agradecimento pelo ocorrido;

• Durante os meses que antecederam a missão e já escalado para o vôo pioneiro e sabendo que Neil Armstrong seria o comandante do vôo histórico (e portanto, o primeiro na Lua), Aldrin, um homem voluntarioso, bem humorado e de personalidade intensa, tentou de todo jeito junto a seus amigos, que trabalhavam na direção do Programa Apollo e na organização da missão, arrumar um esquema de troca de lugares dentro do Módulo na hora da saída, com a justificativa técnica que fosse, para que fosse ele, e não Armstrong, o primeiro homem a descer do Eagle e pisar na Lua! Claro que não conseguiu nada;

• O mais rumoroso caso já envolvendo Buzz Aldrin ocorreu em setembro de 2002. Bart Sibrel, um americano que passa a vida tentando provar que os pousos na Lua foram falsos e forjados pela NASA, sendo agressivo pessoalmente e pela imprensa com todos os astronautas do Programa Apollo, encurralou e interpelou Aldrin num evento em Beverly Hills para que ele jurasse sobre a bíblia que tinha ido realmente a Lua, chamando-o de mentiroso, ladrão e covarde, ao que Aldrin respondeu com um soco na cara de Sibrel, colocando-o Knock Out. O caso não foi adiante nos tribunais.

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