A Astronomia nas escolas: uma possibilidade de motivação e interdisciplinaridade

A Astronomia nas escolas: uma possibilidade de motivação e interdisciplinaridade

A Astronomia desde os mais remotos tempos atrai a atenção do ser humano devido aos seus mistérios, encantos e misticismos. Esse fascínio é encontrado em todas as faixas etárias, porém especialmente nas crianças, que estão descobrindo o mundo que as cerca e se encantam com o desconhecido.

Por outro lado, o estudo dos astros trouxe ao homem a oportunidade do autoconhecimento, auto-aprimoramento, desenvolvimento de tecnologias e, principalmente, da compreensão da complexidade inerente de um imenso sistema de relações físicas, químicas, e biológicas capaz de abrigar uma infinidade de estruturas funcionais, em sua grande maioria, desconhecidas até então.

Com vistas na sua compreensão, desenvolveu-se diversas ferramentas concretas e abstratas para alavancar os limitados sentidos humanos: instrumentos de captação, medição e análise como telescópios óticos, radiotelescópios, espectrógrafos e sondas, no campo concreto e elementos mentais como matemática avançada, física moderna, estruturas computacionais, filosofia e teologia no campo no campo abstrato.

Dentro desse contexto complexo e multifacetado temos uma série de áreas de aderência com os conteúdos disciplinares educacionais fundamentais e dessa forma, pontes lógicas podem ser efetuadas, dentro de certos recortes e nivelações, para demonstrar a aplicabilidade de uma vasta gama de elementos curriculares básicos. Sob essa ótica, o educador tem uma ferramenta a mais na sua tarefa de transmissão de conhecimento obrigatório e transversal perpassando partes de sua missão pela Astronomia e suas diversas variantes, atuando dessa forma sob um pano de fundo extremamente atraente em termos visuais e conceituais.

Assim, com base nessa visão, se faz necessária uma mudança no paradigma da prática docente, inserindo de forma firme e decisiva os conceitos fundamentais da Astronomia na textura curricular e não apenas transversalmente em determinadas questões pontuais, relegando a planos inferiores a temática.

A motivação para a aquisição de um novo conteúdo figura como elemento central da prática discente, bem como a significação e concretização dos conceitos apresentados e vivenciados, ainda o segundo seja um fator do primeiro em muitos aspectos. Uma comunhão desses fatores leva a uma facilitação descomunal no aprendizado e, em última análise, no ensino, fortalecendo ainda, como subproduto, a confiança estabelecida na relação ensino-aprendizagem, traduzida nas figuras docente-discente.

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